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A Barraca do Beijo 2

Após conquistar o namorado dos sonhos, Elle tenta equilibrar o relacionamento à distância com inscrições para universidades e uma nova amizade com um colega de classe maravilhoso que pode acabar mudando tudo.

Depois do grande sucesso com o primeiro longa em 2018, finalmente a Netflix mostra ao seu público as novas histórias de Elle, e já com bastante ousadia grava em segredo um terceiro filme que nos foi prometido para o próximo ano. Este novo trabalho possui mais de duas horas de duração, algo fora dos padrões dos filmes de romances, principalmente os da plataforma. Tal extensão de tempo e apresentação de subtramas não tão interessantes fazem desse longa mais cansativo e difícil de assistir que o primeiro.

Pelo menos tal história não apresenta furos em seu roteiro. A problematização é bastante plausível e entendemos o sofrimento dos personagens. Principalmente porque a tão compreensível Rachel finalmente teve uma gota de ciúmes, isso foi um grande alívio. Entretanto, nada nos surpreende, o longa é uma coletânea de tudo o que os grandes clichês têm a nos oferecer: Ciúme (da forma mais rasa possível), triângulos amorosos e uma terrível aptidão para a comédia tornando suas cenas bem artificiais. O segundo roteiro de uma obra em tela deve ser trabalhado a ponto de suprir as expectativas da primeira obra, aprender com erros e seguir em frente, essa é a lição número um. Aqui vemos apenas algo linearmente ruim, sem nenhuma surpresa e bem cansativo.

“A Barraca do Beijo 2” revela a insaciável vontade da Netflix apenas conquistar a audiência sem preocupar-se com a qualidade. Somente retorno, sem investimentos. Isso rende grandes séries (alguns acertos) mas a consequência são diversos erros. E quando o erro rende dinheiro neste mercado, ele só acaba apenas quando os que o alimentaram no começo, enjoam dele.

Joinhas:

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Por:

@eduardomontarroyos

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