A Filha Perdida

“A Filha perdida” é o novo filme com a icônica “Olivia Colman” e também com “Maggie Gyllenhaal” pela primeira vez na cadeira de direção. É um drama psicológico que irá lhe prender até o final, o maior problema é: Será que o final irá lhe agradar? O que mais me motivou a continuar assistindo essa adaptação literária foi entender onde finalmente a história iria caminhar, e confesso que eu não gostei do resultado.

De fato, Colman consegue tornar, pelo menos, satisfatório qualquer roteiro complicado e até subjetivo. A atriz mais uma vez nos dá um ‘show’ de atuação internalizando todos os sentimentos de uma mãe com bastantes assuntos inacabados em relação a suas duas filhas e ao observar a jovem Nina (Dakota Johnson) ela consegue se identificar com diversos problemas que a jovem passa ao longo de sua vida e com as pessoas que ela se relaciona.

A escolha de fotografia na montagem é bastante amadora, dá pra perceber que se trata de uma estreante nesta área. Apesar dos diálogos claros o filme escolhe não desenvolver a maioria de seus coadjuvantes, porém toda a tensão proposta pelos flashbacks da protagonista é muito bem retratada pela sua personagem mais jovem (Jessie Buckley).

Não dá para entender onde a história simplesmente quer chegar. Várias pontas são simplesmente jogadas para a interpretação do público. Tal técnica mostra-se muito dependente em confiar na receptividade de quem está assistindo e o que foi entregue para nós interpretarmos não foi nenhum pouco satisfatório. Temos uma história de quase duas horas onde nada prende e poderia ser contada em “maravilhosos” trinta minutos. Não é atoa que nas categorias de premiações a única que talvez ganhe algo seja Colman que com tanto talento não deveria levar nada dessa vez, pois o roteiro e a trama não são parceiros dela como foi em “A Favorita” ou nos dois anos de “The Crown”.

Joinhas:

1

Por:

@eduardomontarroyos

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