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A Química que Há Entre Nós

A adolescência é um dos ápices da complexidade da vida humana, onde padrões são estabelecidos, traumas podem ser gerados e identidades gradativamente são formadas. E essa implosão catártica ganha vida aqui em A Química que Há Entre Nós (Chemical Hearts), novo drama coming of age da Amazon Studios, estrelado por Lili Reinhart (Riverdale) e Austin Abrams (Euforia).

Sob a direção e roteiro de Richard Tanne, a adaptação do popular livro de Krystal Sutherland tenta fazer um raio X das emoções adolescentes aprisionadas.

O filme destaca-se por não entregar algo tão clichê como os demais longas do gênero. Sua singularidade encontra-se nas perturbações psicológicas de seus personagens em detrimento do romance que os envolve. Tal recurso mostra-se inovador no quesito: Drama. Seu primeiro ato é bastante satisfatório, com os protagonistas bem estabelecidos atrelado a bons diálogos iniciais.

O roteiro fica um pouco inconsistente a partir do segundo ato. Quando as ordens dos acontecimentos parecem não ter uma transição tão sólida e dinâmica comparado ao primeiro momento da história. Existem dois ambientes no longa: O romance do casal principal, e o seu relacionamento com o ambiente e coadjuvantes. No início tal interação é bem mais natural, entretanto do meio para o final tudo fica mais desconexo e corrido. Creio ter ocorrido um clássico problema de adaptação da obra para as telas. Tudo é entregue da forma mais simplória possível, apenas o seu final é um tanto satisfatório, apesar de não ser ao mesmo tempo (Confuso? O final é assim mesmo).

Lili Reinhart e Austin Abrams “carregam o filme” da melhor forma possível. Suas atuações são satisfatórias e nos identificamos com o drama de ambos. O longa, apesar de corrido, consegue cumprir o papel em emocionar e nos fazer vislumbrar um possível futuro promissor em sua trama. Mas longe de contemplarmos uma trama memorável e lembrada pelos próximos anos.

Joinhas:

3

Por:

@eduardomontarroyos

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