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Ad Astra

Roy McBride (Brad Pitt) é um engenheiro espacial que decide empreender a maior jornada de sua vida: viajar para o espaço, cruzar o vasto Espaço e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu há vinte anos no caminho para Netuno.

É impossível contemplar esta obra sem comparar com as maiores referenciais da Ficção Científica (Seja Kubrick ou até o próprio Nolan). Existem elementos dignos de comparação com essas obras. Brad Pitt mostra uma atuação um pouco mais seca, porém mais trabalhada, pois seu papel é totalmente desapegado das feições de galã que facilita algumas de suas atuações em trabalhos anteriores.

Este longa destaca-se pela fotografia e simplicidade ao tratar alguns assuntos polêmicos. Sua narrativa é fácil, comparada aos outros filmes de “Espaço” que temos. Porém, como a maioria dos filmes do gênero, o segundo ato mostra-se um tanto denso e monótono. Mas nada que atrapalhe a carga dramática da trama. Seus elementos de ambientação são muito precisos e fazem uma crítica ferrenha ao impiedoso Capitalismo Selvagem a partir do momento em que cobram cento e vinte cinco dólares no aluguel de um travesseiro a caminho da lua.

Seu terceiro ato nos remete a várias reflexões e debates. Apesar de sucinto e um pouco frustrante, após algumas horas entende-se que este é de fato o melhor fechamento de arco para a trama. O elenco foi muito bem escolhido. Além de Pitt, Tommy Lee Jones é a melhor escolha para viver o pai do protagonista. Coadjuvantes precisos, mas não roubam a cena deixando grande espaço para seu protagonista conduzir toda a história.

A produção e fotografia está impecável. Seu elemento surpresa sustenta a trama. Mas, pelo fato de ser lento e silencioso, vá assisti-lo com bastante disposição, do contrário ele poderá ser um forte sonífero. Ad Astra destaca-se dentre o gênero e entra para a lista dos grandes filmes de Ficção Científica.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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