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Babilônia

Babilônia é mais uma história de “Damien Chazelle” sobre o “peso da arte” e o quanto ela pode lhe custar ao longo da vida. Principalmente no ramo relacional: Particularmente penso que o diretor teve algum problema mal resolvido no passado, com algum relacionamento inacabado, porque todos os seus filmes abordam o mesmo tema. Babilônia faz isso, mas também conversa com outros temas relevantes: Fala sobre fama, tempo, mudanças, preconceito, máfia e tudo isso conversa com uma grande crítica a própria sociedade que financia e apoia Hollywood.

São vários temas para abordar, e o diretor tem tempo: Vá ao cinema consciente, são mais de três horas de filme. Apesar do longo tempo o filme se mostra dinâmico pois a montagem é boa, ela não deixa ninguém dormir com tanto jogo de cena ao mesmo tempo. Esse também é um grande defeito da obra, principalmente em seu final onde a edição quer tanto nos impressionar a fim de fornecer um “fechamento glorioso” que acaba por “exagerar” em sua complexa e ao mesmo tempo demorada conclusão. Um tanto desnecessário.

Por outro lado, temos cenas de plano contínuo e também vários momentos de composição de cena memoráveis. É uma verdadeira homenagem ao cinema mudo e o fenômeno de sua mudança até o cinema falado e em cores. Especificamente entre 1920 e 1950. Contemplamos personagens que precisam se adaptar com a mudança. Se eles irão conseguir ou não...Já é spoiler. Só adianto que existe muito drama envolvido.

Com cenas de nudez e sexo prá lá de desnecessárias (na violência e no uso de drogas também), “Babilônia” faz jus ao título que recebeu. É um exagero em todos os sentidos, mostrando bem (até demais) a personalidade de ‘Hollywood’ e o alto preço que a fama pode cobrar. Não posso concluir sem falar das atuações: Temos aqui um quarteto de estrelas que entregam “tudo e mais um pouco” nesta obra: “Brad Pitt”, “Margot Robbie”, “Diego Calva” e “Jovan Adepo”, a base do filme é construída com esses quatro atores. Mas também temos espaço para elogios a “Jean Smart” e o excêntrico e inusitado “Tobey Maguire”. Foi uma seleção monumental, esse é o maior ponto positivo da obra.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

.0 / 5.0

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