Bar Doce Lar

A trama mostra como J.R. (o novato Daniel Ranieri, quando criança) vai morar com a mãe (Lily Rabe) na casa do avô (Christopher Lloyd, o Doc Brown de "De Volta Para o Futuro") em Long Island. A mudança acontece depois que ela se separa do pai do menino, conhecido apenas como "A Voz" (Max Martini) por trabalhar numa rádio. Em meio a conflitos familiares, J.R. se torna amigo de seu tio Charlie (Ben Affleck), dono de um bar que passa a cuidar do menino.

Aos poucos, o garoto se mostra interessado em leitura e Charlie o incentiva a ler os inúmeros livros que têm em sua coleção que tem em casa e em seu bar. J.R. procura se firmar como escritor e preencher o buraco que sente pela falta de uma figura paterna, mesmo com a forte presença de seu tio Charlie em sua trajetória.

O longa, no qual tem a precisa de ‘George Clooney’ acompanha uma carga dramática mais leve, dando espaço para um pouco de humor, mas nada que tire o tom dramático do filme. Sua montagem é o que mais conseguimos destacar neste longa pois as passagens de tempo procuram ser bastante sutis e dinâmicas. O elenco é um dos melhores desta temporada e Affleck (que não está acostumado) se afasta um pouco do protagonismo dando espaço para Ranieri reinar na atuação.

Apesar de alguns acertos “Bar doce lar” peca por ser tão clichê. Esse tema de drama é bastante batido e não vemos tantos elementos novos para as escolhas que a produção e roteiro tiveram neste trabalho. O final abre mão do silêncio ou algumas séries de contemplação para dar espaço a frases de efeito bastante batidas. E a escolha de “cast” para o “J.R” (personagem principal) na versão criança e a versão adulta simplesmente não fazem o menor sentido, os atores não são nem um pouco parecidos, esse foi um grande erro.

“Bar doce lar” é mais do mesmo, sua campanha não foi tão forte quanto “Apresentando os Ricardos” (Amazon Prime) dando espaço apenas para a indicação de Affleck no Globo de Ouro, mas nenhuma vitória. É um mediano filme de drama, mas nada que posamos achar memorável.

Joinhas:

2

Por:

@eduardomontarroyos

.0 / 5.0