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Convenção das Bruxas

O remake de Convenção das Bruxas, clássico de fantasia dos anos 1990, acompanha um garoto de sete anos que se depara com uma conferência de bruxas em um hotel. Lá, ele acaba descobrindo que um grupo de bruxas está fazendo uma convenção, pretendendo transformar todas as crianças do mundo em ratos. Baseado no livro infantil homônimo de Roald Dahl.

Mais uma vez presencia-se a “Warner” em mais um de seus remakes na área de fantasia. Sempre investindo em literatura adaptada e nos icônicos elencos infantis. Esta produtora é, sem sombra de dúvidas, um caça talentos de muito bom gosto. A atuação das crianças é simples e bem espontânea, algo positivo pois expressa todo o carisma de suas personagens. O ponto alto encontra-se no primeiro ato. A forma como a história é introduzida é satisfatória e intrigará qualquer criança.

Entretanto o segundo e terceiro ato são muito simplórios. É inevitável não comparar tal obra com o Clássico dos anos 90. Não existe o mesmo “medo” que tínhamos quando éramos crianças. E isso não aconteceu porque simplismente crescemos mas pelo fato do CGI estragar toda a “magia” assustadora da trama. O exagerado uso do CGI, torna a obra mais rápida para ser gravada. “É só colocar pontos nas bocas e nas mãos de Anne Hathaway e suas companheiras e tudo ficará mais prático”. Entretanto o resultado é o mais superficial e caricato possível. Admiro-me ao ver ‘Guilherme Del Toro’ (o rei das maquiagens excêntricas de Hollywood) na lista de produtores, e ainda assim presencia-se um grande descarte em efeitos práticos que um filme pode ter. O longa torna-se cansativo em seu roteiro, logo após a entrada de Hathaway e as bruxas na grande Convenção.

“Convenção das Bruxas” é uma boa adaptação, principalmente porque muda o seu final e nos dá uma nova perspectiva comparado a história original. Mas (venhamos e convenhamos) não chega nem “aos pés” do grande clássico com Anjelica Huston e suas amigas que realmente botavam medo tanto nas crianças do filme quanto nas que o estavam assistindo. Devemos ir ao cinema com essa consciência e sem criar grandes expectativas.

Joinhas:

3

Por:

@eduardomontarroyos

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