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Dark - 1ª Temporada

O misterioso desaparecimento de crianças na cidade de Winden, Alemanha, traz à tona antigos segredos para as famílias Kahnwald, Nielsen, Doppler e Tiedemann. Suas vidas começam a desmoronar, quando a conexão entre as crianças desaparecidas, a cidade e seus habitantes se torna evidente.

Criada por Baran bo Odar, que dirige a maior parte dos episódios, e por Jantje Friese, responsável por assinar o roteiro da série, Dark é uma ótima opção para quem gosta de ver histórias de ficção científica sendo usadas como pano de fundo para questões filosóficas.

É interessante a premissa de alguns críticos em ostensivamente comparar tal trama com o fenômeno de “Stranger Things”, de fato no início, podemos ser lembrados do sucesso dos irmãos Duffer por se tratarem basicamente do mesmo tema: Uma criança desaparecida. Entretanto esse é apenas um dos elementos desta obra icônica. Há outros elementos que se convergem com esse sumiço e que são fundamentais para a trama, como o surgimento de um corpo na floresta e os rastros misteriosos deixados por um homem que cometeu suicídio. Não que Dark seja melhor, são apenas estilos diferentes. Enquanto Stranger Things valoriza muito mais a amizade entre seus personagens esta trama procura externar a reação dos mesmos de acordo com os acontecimentos inesperados da história principal.

Seus recursos técnicos se sobressaem pelos detalhes. A fotografia é muito trabalhada nos seus tons e cores, tornando a luz mais baixa em cenas sombrias, ponto positivo pois isso não trás uma necessidade em trabalhos muitos exaustivos com edições digitais, existem alguns detalhes que a tornam singular, a trilha é bastante inovadora, com tons bem diferentes e levados ao terror. Falando nisso, o terror psicológico é muito bem trabalhado e lento, dando espaço para a apresentação de 72 personagens, separados em quatro famílias protagonistas.

Por causa de seu roteiro muito bem escrito, nós entendemos as motivações e nos é muito bem apresentado todos os seus personagens. A série só peca em efeitos visuais, embora não precise de tantos, eles deixam a desejar, tudo fruto de retenção de gastos em séries europeias. Que tal timidez em investimentos não ocorra neste final de trama, já no trailer vemos esses novos e merecidos investimentos, pois o sucesso é inevitável, e com o sucesso vem o lucro.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

.0 / 5.0

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