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Dark - 2ª Temporada

Após tentar destruir o portal que desloca pessoas através do tempo, Jonas Kahnwald (Louis Hofmann) chega ao distópico ano de 2052 e se depara com uma Terra arrasada por um evento apocalíptico ocorrido há três décadas. Enquanto luta para retornar e reverter essa catástrofe, responsável por extinguir uma parcela da humanidade, o jovem precisa descobrir um jeito de interromper esse ciclo que espalha miséria em diferentes épocas.

Era complexo imaginar como algo tão complicado e fascinante ao mesmo tempo pudesse expandir seus horizontes após uma grande primeira temporada. A segunda e já penúltima fase de ‘Dark’ nos fornece um verdadeiro banquete criativo em suspense e ficção científica, provando que a Alemanha é mais do que capaz em nos prender na mais alta escala. Seu entretimento é eficiente e preciso quando adiciona elementos inéditos em suas linhas temporais, introduz mais tramas e conflitos e, o melhor: Resolve pontas soltas da primeira temporada abrindo outras pontas para a terceira, ou seja, não deixa tudo para o final, criando o efeito ‘Lost’, ou até, ‘Game Of Thrones’.

Seu roteiro e paradoxos são cíclicos e muito bem pensados, pois os arcos das quatro famílias protagonistas são desenvolvidos e aprofundados nesta temporada. A trama introduz um novo vilão dando um peso e uma representatividade para o mesmo de forma quase fenomenal.

O único medo encontra-se no final desta nova fase, pois se introduz outra teoria (além da viagem no tempo) que talvez seja complicado desenvolve-la junto com o problema do tempo na última temporada. Mas esse não é um pronto fraco, pois isso apenas deve ser criticado quando vermos o desenrolar deste novo elemento no último ano. Digamos que seja apenas uma preocupação deste que aqui escreve.

O maior problema deste novo ano encontra-se apenas do quanto ela destoa da primeira temporada na questão de construção de personagens. Enquanto a primeira preocupa-se muito com isso (meio óbvio, pois é o início) a segunda não tem tanta preocupação deixando os mistérios serem o fio condutor da trama, tal escolha é um tanto deficiente pois a paixão pela série é por causa dos seus personagens, eles cativam, a trama abordada é apenas um segundo plano, que nesta temporada é aflorada mudando o tom de uma forma incomodativa.

Entretanto tudo isso é bem ofuscado com muito profissionalismo: Atuações, harmonia, cores, fotografia, roteiro e direção não deixam a desejar em nada. Tudo é um espetáculo em tela. Vale a pena ver e rever esta obra-prima alemã.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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