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Deslembro

Joana é uma adolescente que mora em Paris com a família. Quando a anistia é decretada no Brasil, ela volta ao Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do ‘DOPS’. Lá, seu passado ressurge.

Vemos no filme uma boa atuação de Jeanne Boudier que vive o drama de perder o pai devido aos acontecimentos do Regime Militar (em seu período final). Após a anistia Joana e a família volta para o Brasil, onde estavam anteriormente passando a maior parte da vida em Paris.

O longa não possui uma boa produção, nos mostra um roteiro raso e sem dinamismo, apesar de ter uma boa história, foi um tanto desperdiçada. Com tantos aspectos interessantes para tirar-se no crítico contexto (no melhor estilo: “Os Dias eram assim”) o que vemos em tela é uma história particular, mas que não cativa e não prende em nenhum de seus atos.

Contudo sua fotografia é bem peculiar, e também sua trama pode cativar um público mais sensível, ao relatar o sentimento do brasileiro em viver os anos 70. Não é uma trama que entretenha, definitivamente. Mas sim nos leva a refletir sobre aspectos simples do brasileiro, dentro do contexto, mas que nos assombram e também nos encantam até hoje. Vale a pena conferir no cinema? Se o seu estilo de filme é daqueles bem “Cults” é uma boa sugestão. Singularidade define a obra: “Deslembro”.

Joinhas:

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Por:

@viniventura18

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