Elvis

Elvis, de Baz Luhrmann decide sair de todos os padrões de um filme de tradicional para nos fornecer performances memoráveis. O diretor já tem uma grande bagagem no currículo quando o assunto é música e neste longa presenciamos suas melhores e piores associações no ramo musical.

Apesar de ser um filme bastante extenso, o diretor consegue recortar bem a história. Percebe-se que o recorte do diretor deste longe deve ter, no mínimo, umas quatro horas, pois nitidamente presenciamos muitas cenas umas tanto “picotadas” na hora da montagem final. São muitos os dados importantes na história deste astro e somente um diretor com maturidade cinematográfica iria conseguir selecionar os acontecimentos mais relevantes. O ponto mais baixo encontra-se na seleção musical para este filme, algo que me impressionou pois estamos falando de ‘Luhrmann’, mas suas escolhas para “trilhas sonoras” misturando o estilo de Elvis com algumas batidas atuais destoaram de uma forma quase que amadora.

Apesar de tantas biografias a história torna-se original pois nos é contada a partir do ponto de vista do seu empresário: O Coronel Tom Parker (Tom Hanks). É muito satisfatória a forma como o roteiro entra nesse caminho perigoso, que é a relação entre Tom e Elvis, sem polemizar ainda mais os grandes escândalos envolvendo o abuso do agente sobre o cantor. Nesse quesito ‘Tom Hanks’ praticamente divide o protagonismo com Butler (Elvis). Suas camadas para o personagem nitidamente obrigaram Hanks a sair de sua zona de conforto e atuar de forma surpreendente.

Mas nada se compara a ‘Austin Butler’ que nos entrega uma das maiores performances do ano, sua atuação atrelada as cores e ao dinamismo de edição de ‘Luhrmann’ faz do ator umas das maiores revelações de Hollywood. Não podemos nem compará-lo a ‘Rami Malek’, pois aqui o nível de semelhança com Elvis foi tão grande a ponto de, em algumas cenas, não conseguirmos distinguir o ator do personagem. Tal comprometimento torna um filme um “ponto fora da curva” no quesito biografia. Se a campanha da Warner para o ‘Oscar’ com esse filme se mantiver até o fim do ano, com certeza veremos várias indicações.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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