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Enola Holmes

Enola Holmes, uma garota esperta e atrevida, com um espírito vívido e aventureiro, que um dia descobre que sua mãe simplesmente desapareceu, deixando um rastro tênue e misterioso. Logo, ela precisa lidar com a chegada de seus irmãos mais velhos, Sherlock e Mycroft, que parecem ter outros planos e não estão tão interessados em descobrir mais sobre o desaparecimento da própria mãe.

Há meses, circulam rumores de que a Netflix está desesperada à procura de alguma saga ou franquia para adaptar e transformar em um fenômeno como Harry Potter ou Crepúsculo. Com a ascensão dos universos compartilhados e filmes de super-heróis, esse é um plano bem compreensível e justificável, ainda mais em Hollywood onde impera a competição. E com Enola Holmes, o serviço de streaming parece ter encontrado exatamente o que buscava.

A única coisa que o longa deixa a desejar encontra-se no tempo de duração, talvez um corte mais preciso fosse necessário. Uma comparação cabível aqui é a versão de Guy Ritchie de Sherlock Holmes, lançada em 2009, que usa e abusa de uma montagem mais prática para fazer com que o espectador fique atento a cada pista e possível solução.

Entretanto esse é um dos trabalhos mais bem assertivos quanto a escalação de elenco: Temos Millie Bobby Brown, que aqui encontra-se absurdamente mais descontraída e mais liberta que a sombria Eleven em “Stranger Things”. Henry Cavill faz um Sherlock Holmes muito britânico, e isso já um grande elogio. Temos aqui um personagem clássico, conciso e ao mesmo tempo emotivo (do jeito dele), mas tal elemento pouco se encontra em outras adaptações. Principalmente por que a família do autor (Sir Arthur Conan Doyle) proíbe uma adaptação de um ‘Sherlock’ emotivo, algo bem presente nos livros, coisa que gerou um grande processo contra a Netflix.

Sam Claflin, por sua vez, abraça a caricatura construindo um ‘Mycroft’ que chega bem perto de um vilão, um grande empecilho na jornada de Enola. Helena Bonham Carter aparece pouco, mas rouba a cena todas as vezes como a matriarca da família Holmes. Em destaque, ainda temos Fiona Shaw, Frances de la Tour, Susie Wokoma e Louis Partridge, todos muito competentes em seus papéis.

Enola Holmes tem tudo que um bom filme de aventura deve ter: Grandes reviravoltas, uma trilha sonora bastante condizente com a ‘Família Holmes’ e atuações pra lá de carismáticas. É divertidíssimo! Que esse seja o primeiro de muitos!

Joinhas:

3

Por:

@eduardomontarroyos

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