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Hebe: A Estrela do Brasil

Em meados dos anos 1980, a televisão brasileira passava por grandes transformações relacionadas à produção de seus programas e, sobretudo, ao conteúdo. Enquanto o país se livrava de um longo período de ditadura, no qual a censura falava mais alto do que a informação, por outro lado o brasileiro estava clamando por uma libertação cultural. É justamente para esta transição que este “Hebe: A Estrela do Brasil” leva o espectador.

Quando se trata de biografia, é difícil termos um filme brasileiro ruim. Personalidades como Cazuza, Simonal, Elis Regina, Bingo entre outros. O brasileiro sabe contar a sua própria história como ninguém. Não é diferente neste novo longa biográfico onde Andrea Beltrão assume o posto da maior e mais carismática apresentadora deste país.

Beltrão consegue trabalhar as várias camadas da personagem. Suas expressões sinceras e muito claras nos dão a perfeita percepção do que “Hebe” está pensando. A direção fotográfica também não deixa a desejar trabalhando com sua protagonista e com as inúmeras feições dela. Toda a luminosidade da cena nos ajuda a entender as expressões bem interpretadas da protagonista.

Seu conjunto narrativo é linear e elucidativo. O longa apenas se “arrasta” um pouco no segundo ato, tomando uma característica de série (capítulos) tudo isso descaracteriza e distancia a trama de sua introdução e conclusão. Existem várias cenas de cunho repetido, que poderiam ser cortas facilmente, são, um tanto, desnecessárias.

Contudo, nada disso tira o brilho de sua proposta. E brilho é o que tem de sobra nesta história. Os ideais de Hebe são muito bem passados e seus coadjuvante a guiam e impulsionam para “bilhar” ainda mais. Não existem grandes destaques no elenco além de Beltrão, o filme exalta sua atuação de forma notória e proposital. Para os fãs dessa “gracinha” “Hebe: A estrela do Brasil” é o maior presente do ano.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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