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Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Guillermo Del Toro, co-escritor e produtor de “Histórias Assustadoras para contar no Escuro” dá seu toque especial numa série de livros infantis de horror “Scary Stories to Tell in the Dark” escrito na década de 80. Nas telonas, o conto é ambientado na cidade de Mill Valey no ano de 1968, eleição vencida por Richard Nixon nos EUA.

Há nesta pequena cidade um mistério envolvendo um casarão da família Bellows que no ano de 1898 era a família mais bem sucedida da cidade, pois possuía uma fábrica de papel e, assim, empregava grande parte das pessoas naquela cidade. Entretanto, nessa família abastada, havia a jovem Sarah, uma garota problemática que tinha problemas de relacionamento entre seus pais e irmãos. Décadas depois, Stella, Ramón, Auggie e Chuck se aventuram a entrar na mansão mal-assombrada. Lá encontram um livro cujas histórias eram escritas com o sangue de crianças as quais o espírito de Sarah matou. Então, Stella e seus colegas começaram a ser perseguidos por tal espírito.

O filme “Histórias Assustadoras para contar no Escuro” trás um cenário perfeito para filmes de terror: cidade pequena, adolescentes, casa mal-assombrada, seres horrendos... Seu brilhantismo está na “beleza do bizarro”, coisa que Del Toro manja bem. Além disso, está inserido no “ano que não terminou”, fim de outubro, dia das bruxas (halloween). Todos esses aspectos se encaixam perfeitamente bem na trama. A atriz Zoe Colletti, interpreta perfeitamente bem a personagem Stella, aquela menina estranha, introvertida e que coleciona alguns traumas na vida. O filme não pretende dar sustos no espectador, embora o faça, muito menos que os seres estranhos que nele aparece sejam super produções de CGI, mas sim criaturas pálidas que venham a aterrorizar os personagens.

Ainda que haja muitos pontos positivos, alguns pontos deixam a desejar. Tirando o fato de que o filme esbarra na barreira do clichê, o filme peca em não explicar alguns pontos no tocante ao poder da vilã. Alguns fatos não são propriamente esclarecidos quando os protagonistas explicam a história de Sarah. Acredito que por conta disso, o próprio filme sugere que haverá uma possível continuação. Confesso que fui surpreendido positivamente, e por isso incentivo aos leitores irem conferir o filme.

Joinhas:

3

Por:

@jntsvieira

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