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Jojo Rabbit

Bem no início do ano, para esquentar a disputa pelo Oscar temos um dos mais “fofos” filmes da temporada. “Jojo Rabbit” faz a guerra parecer um ‘parque de diversões’ onde o horror transforma-se em cômico, com uma grande crítica aos governos tirânicos.

Nos deparamos com um roteiro bem “arrastado”. Ele exagera em alguns aspectos e subtrai outros. A relação entre seu protagonista e uma das coadjuvantes, numa amizade bastante improvável faz o segundo ato ser um pouco cansativo, esse é um problema de montagem, a relação que é bem estabelecida e fundamentada prolonga-se demais no filme. Por outro lado, existem aspectos dramáticos e até mais cômicos que são deixados de lado e por fim formam o longa mais conciso de Taika Waititi. Faltou ousar na sátira, nas cenas dramáticas, e até em algumas atuações. A fama do diretor nos dá aquela expectativa de quão louco o filme será, porém não existe ousadia, apenas a velha fórmula para filmes “fofinhos”.

Destaque para a atuação de Scarlett Johansson: Valeu e muito uma indicação para o Oscar. Existe uma cena em que a atriz interpreta dois personagens numa mesma situação, uma adaptação digna do maior prêmio do cinema. Se existe alguma chance de ‘Oscar’ para o filme, está na interpretação dela.

A trama tem um terceiro ato muito bem produzido e repleto de surpresas, o panorama histórico é bastante bem fundamentado guiando o público para os passos finais da Segunda Guerra. As introduções com o contexto da guerra são uma das melhores observações do longa: A Gestapo, a invasão dos Aliados e os trejeitos do imaginário ‘Adolf Hitler’ são ricos recursos para aulas de História.

Jojo Rabbit é muito divertido, engraçado e cativante, mas não podemos ser tão benevolentes quando presenciam-se artefatos que poderiam ser melhores aproveitados em cada um desses elogios. Quando vamos ao cinema queremos ver o máximo de ‘Taika Waititi’ e não apenas a metade dessa potência do cinema moderno.

Joinhas:

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Por:

@eduardomontarroyos

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