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Kidding - 2ª Temporada

A segunda temporada de Kidding mostra o amadurecimento e finalmente o distanciamento entre Jeff e o Mrs Pickles. Ele assume a sua personalidade e seus erros como uma pessoa normal. Questões pessoais são mais abordadas do que o programa, que foi deixado em segundo plano. Flashbacks são apresentados e nos mostram bem mais o passado de praticamente todos os personagens.

Ou seja, este segundo ano aprofunda mais e força até mais a atuação de todo o elenco. Principalmente de Jim Carrey.

Apesar do importante gancho deixado em sua primeira temporada vemos um grande déficit de expectativas já em seus primeiros episódios desta segunda e última fase da série. As abordagens de cada personagem não estão mais alinhadas com a primeira temporada, perde-se qualidade em trama e subtrama, tanto é que chegou-se a um consenso entre os produtores e diretor para acabar de uma vez por todas com a série acarretando em seu cancelamento ainda neste mês.

O humor não é mais tão espontâneo, na verdade temos elementos bastantes plásticos em termos de comédia. Até os seus dramas não funcionam pois passam simplesmente despercebidos em algumas situações. Esse é um fenômeno que vem perdurando em algumas séries dessa modalidade, a rapidez e a demanda gerada para o público fazem as produções atentarem para séries cada vez mais curtas. Tal ato satisfatório deve ser estudado com muita cautela: Desenvolver o drama de forma rápida sem ser meramente superficial. Desta vez Kidding não consegue fazer isso na maioria de seus episódios. Apenas no final contemplamos uma cena pra lá de emocionante, no melhor estilo “sete vidas” (Will Smith, 2008).

Parar por aqui foi a melhor escolha que a “Showtime” poderia fazer. Pelo menos, mantém um padrão de qualidade sem desperdiçar dinheiro e tempo. Kidding é uma das melhores lições que muitas séries deveriam seguir: Parar enquanto estão “ganhando”. As vezes os arcos de personagens já se fecham em poucas temporadas, as vezes aquela história perde o seu brilho quando é prolongada, tudo tem um fim, uns são mais curtos do que os outros, no caso desta obra quanto mais curto melhor. Foi uma série simples, e bela pela simplicidade de seus atos, o magnífico não combina aqui.

Joinhas:

2

Por:

@eduardomontarroyos

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