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Luta por Justiça

Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) é um advogado recém-formado em Harvard que abre mão de uma carreira lucrativa em escritórios renomados da costa leste americana para se mudar para o Alabama e se dedicar a prisioneiros condenados à morte que jamais receberam assistência legal justa.

Ao chegar lá, Bryan se depara com o caso de Walter McMillian (Jamie Foxx), um homem negro falsamente acusado de um assassinato, mas que nunca teve uma defesa apropriada por conta do preconceito racial na região.

Esse é o novo Drama da Warner! Um filme simples em termos de produção contando com um elenco selecionado à dedo. Quando grandes produções não nos enchem os olhos o próximo passo é dar credibilidade a boas atuações, e quanto a isso “Luta por Justiça” é bastante preciso.

O tema é bem constante em séries e principalmente no cinema: A grande depravação histórica em julgar as pessoas pela cor de sua pele. Ultimamente tivemos um belo trabalho apresentado pela ‘Netflix’ sobre este tema, o vencedor de inúmeros prêmios: Olhos que condenam. O longa segue toda a “fórmula” de um filme indicado ao Oscar. Todos os seus conflitos pessoais e ideologias são bem compatíveis com a premiação.

O filme peca em seu segundo ato, o drama “arrasta-se” por muito tempo em cenas que nos mostram um pequeno problema de montagem. Algo que o roteiro desenvolveu e na hora de sua execução não ficou tão dinâmico. Talvez se a história focasse mais em seus julgamentos e não nos conflitos internos teríamos algo mais objetivo. Por outro lado: Filmes de “julgamento” já são bem ‘batidos’. Ou seja, particularmente não vejo muitas opções de filmes com essa temática serem tão originais. Entretanto, com originalidade ou não esse estilo de cinebiografia sempre irá agradar ao público geral e arrancará lágrimas da maioria das pessoas.

Tenho alguns problemas quanto as expressões faciais de Michael B. Jordan, ele é um bom ator, contundo, precisa melhorar muito, dar um protagonismo tão importante a ele foi muito arriscado, Jordan precisa ter mais experiências com a câmera antes de se arriscar com um papel que requer mais experiência. O resultado saiu mediano, entretanto quando vemos a atuação de Jamie Foxx somos recompensados imediatamente. Brie Larson não tem tanto espaço para ‘brilhar’, mas seu papel como coadjuvante é muito satisfatório.

Não espere originalidade, nem grandes orçamentos (até porque não precisa), mas excelentes atuações! Também existe um grande problema (principalmente com as mensagens finais do filme, alguns relatos pós-créditos) em levemente generalizar a fim de dizer que praticamente todos os condenados a morte nos EUA eram inocentes. Existem alguns casos de injustiça, como em todos país, mas maioria deles sempre são legítimos. Devemos ter cuidado com tais mensagens e tudo o que absolvemos na enorme e hipnotizante tela de cinema.

Joinhas:

3

Por:

@eduardomontarroyos

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