O Canto do Cisne

O canto do cisne foi uma das grandes apostas da Apple TV para as campanhas desta temporada de premiações, mas assim como “No Ritmo do Coração” teve uma péssima campanha ao longo do seu lançamento, tanto é que poucos conhecem o novo filme de “Mahershala Ali”.

O longa é uma jornada contada sob o ponto de vista de Cameron (Ali), um marido e pai amoroso que, após ser diagnosticado com uma doença terminal, recebe uma solução da sua médica para proteger a família do luto. Enquanto decide se deve alterar o destino da família, ele aprende mais sobre a vida e o amor do que jamais imaginou.

O ponto mais alto deste trabalho encontra-se na atuação de Ali ao nos passar dilemas e muitas dúvidas sobre suas decisões ao longa da história. Até porque a trama é sobre “clonagem”, ou seja, temos o clássico desafio da interpretação de personagens iguais, mas suas perspectivas são um tanto diferentes. Tal sutileza mostra-se bastante promissória em sua interpretação como protagonista.

Tirando as grandes atuações de Ali e de sua esposa (interpretada por Naomie Harris), tudo é muito indeciso em “O Canto do Cisne”. O filme tem uma grande dificuldade de identidade: Não sabe se é um trabalho de ficção científica ou romance e no final não entrega nada muito aprofundado. O tema, na área tecnológica, já foi muito batido e retratado numa série de filmes, e o romance é tão apagado que nem o final consegue emocionar. Temos um filme conciso, consciente de sua simplicidade e ainda assim mórbido, sem energia para tentar ter algo singular. Até as atuações de seus coadjuvantes são bem mediadas: Glenn Close e Awkwafina.

Por fim, acho que até a própria Apple entendeu que “O Canto do Cisne” não tem essa “força” digna de premiações. Seu terceiro ato soa bastante improvisado, nada de relevante, a não ser algumas frases de efeito bastante usadas em filmes com roteiros preguiçosos.

Joinhas:

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Por:

@eduardomontarroyos

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