O Homem do Norte

Mais de oitocentos anos depois de Cristo nos é apresentada a história do homem do norte. O príncipe Amleth que perde tudo de valor em sua vida, com sede de vingança e apenas ódio em seu coração, atravessa os mares para finalmente saciar sua sede de sangue e se ver livre de seus reais inimigos.

Robert Eggers, diretor de "A bruxa e O farol" tem a fama por seus filmes sombrios e também por preocupar-se mais com o terror psicológico. Nesse novo trabalho "O homem do norte" não é diferente. Ele pegou a mesma ideia colocou em um filme de ação e podemos afirmar que ele fez um excelente trabalho.

O roteiro do longa é muito bem pensando, Robert Eggers, soube passar quais os costumes da época, como os vikings se comportavam, sem dó, sem piedade de mulheres ou crianças. As cenas de morte sem compaixão aos indefesos, são bem perturbadoras, nos deixando naquele clima tenso em que até ficamos nos sentindo mal ao ver tanto desespero, ponto muito positivo, pois naquela época quando os vikings chegavam era motivo de choro e desespero, pois assim como todos já sabem, vinham para matar e destruir.

Os costumes religiosos são bem explorados, vemos uma sensacional representação dos portões de Valhala, a crença em se preocupar com a forma como vai morrer e como vão enterrar seus mortos.

As atuações são de dar inveja, em um filme que precisa tanto de expressões faciais, os atores dão um show , sabem muito bem como nos passar aquilo que o diretor estava apenas esperando. O longa tem uma produção impecável, figurino, maquiagem e as cenas de luta com planos sequências bem complexos.

O ponto negativo do filme, é que em muitos momentos informações são jogadas e parte do pré-suposto de que o telespectador conhece bem a mitologoa nórdica.

Joinhas:

4

Por:

@vini.ventura18

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