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O Rei

Após a morte de seu pai, Henrique V é coroado rei, obrigado a comandar a Inglaterra. O governante precisa amadurecer rapidamente para manter o país consideravelmente seguro durante a Guerra dos 100 Anos, contra a França.

“O Rei” não é apenas um espetáculo em atuações, mas não deixa a desejar na produção e na perspectiva realista que “David Michôd” faz questão de mostrar golpeando a nossa falsa perspectiva de que pode existir algo bonito numa batalha entre dois homens. O roteiro de Joel Edgerton (que também produz e atua) e David Michôd mostram um plano de fundo um tanto superficial da famosa “Guerra dos Cem Anos”, entretanto, abre espaço para uma enorme disputa de interesses dentro do reinado inglês, no melhor estilo “Game Of Thrones” Seu primeiro e segundo ato são um tanto políticos, muito necessário para o desfecho da trama.

Seu terceiro ato é majestoso como num reinado. Seus planos de batalha tornam o longa um dos mais bem trabalhados filmes de “guerra” que a ‘Netflix’ pôde nos dar, o melhor longa Original do streaming. Seus planos aproximados provocam-nos a saltar do sofá pela “agonia” em ver homens com pesadas armaduras lutando entre si, carregando e erguendo pesadas espadas que mal podem ser usadas pelo pouco espaço físico da constrangedora e deplorável situação de guerra. Todo esse ambiente claustrofóbico é, talvez, a melhor experiência em tela de uma guerra verídica. Entretanto a visão macro das batalhas é nitidamente esquecida, devido aos cortes orçamentários, afinal, quando mais expandida mais cara torna-se uma cena de “guerra” em tela.

Suas atuações são o ponto mais alto do filme! Timothée Chalamet é o grande protagonista e a maior surpresa do ano. A forma de como o ator desprende-se do cruel estereótipo que “Hollywood” tentou lhe fornecer e nitidamente vista no longa. Joel Edgerton e Robert Pattinson mostram performances incríveis, porém mal aproveitadas em seu roteiro, faltou espaço de tempo para ambos, uma injustiça notória. Por outro lado, as participações de Lily-Rose Depp, Ben Mendelsohn e Thomasin McKenzie estão “no ponto”.

“O Rei” é um dos melhores trabalhos e surpresas do ano. O longa é firme, sucinto e nos entrega a melhor retratação do caótico cenário entre França e Inglaterra nos momentos finais da Guerra dos Cem Anos. Não perca tempo! Assista agora esse trabalho que é um dos grandes presentes disponibilizados aos seus assinantes neste glorioso ano para filmes e séries.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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