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Olhos que Condenam

PRECISAMOS FALAR DE: “Olhos que Condenam”. Só para não dá muito Spoiler: A história retrata cinco jovens negros do Harlem que foram injustamente acusados de estuprarem uma mulher no Central Park em 1989. A minissérie nos fornece quarto episódios. Poucos capítulos, mas suficientes.

De forma direta e em poucos minutos o roteiro lhe faz criar uma empatia com cada um dos cinco protagonistas, por causa a constrangedora situação em que eles são colocados, atrelado a uma injustiça que são obrigados a passar. Seus episódios chocam e nos fazem refletir se vale a pena confiar cegamente no sistema de justiça que permeia nossa sociedade.

Sua película é escura nos primeiros takes, mostrando todo lado sombrio do Harlem e como seus habitantes convivem naquele ambiente. Logo após a técnica de cores muda quando os protagonistas negros passam a conviver no “território dos brancos”, ficando, obviamente, mais clara. Seu roteiro é linear e alto explicativo, suas idas e voltas no tempo não confundem em nenhum momento, mostra toda a harmonia das trocas de cenas e as mudanças de elenco.

A série apenas peca ao retratar a imagem do seu atual presidente “Donald Trump” como uma figura polêmica e imparcial. Não que ele não tenha sido, até porque os vídeos não mentem, mas fica nítido o apelo que seus roteiristas fazem em torná-lo o “grande vilão” por causa de uma citação polêmica. Trump é simplesmente um dos que foram enganados pela polícia e pelo sistema, um dos habitantes que realmente foram convencidos pela mídia e que não viram os fatos mais a fundo, não apenas eles, mas a maioria dos cidadãos tiveram a mesma opinião diante daquela situação. Foi pretencioso coloca-lo como a “figura preconceituosa” da trama.

Deixando tal pretensão de lado, a história é agoniante, e sua visão era provocar tal sentimento. Com cenas pesadas e marcantes “Olhos que condenam” abre nossas mentes para a fria e cruel realidade da segregação norte-americana, algo bastante presente também em nosso país, nos questiona na concepção da verdadeira justiça e, acima de tudo, nos mostra que vale a pena defender a verdade, custe o que custar.

Joinhas:

4

Por:

@eduardomontarroyos

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