Papai é Pop

É sempre divertido acompanhar tramas brasileiras. Principalmente quando o tema é: Família. Não tem como deixar de se identificar com algo “aqui e ali” na dramaturgia deste longa, pois ele toca em temas vibrantes da família brasileira. Desde o desejo de ter filhos até nos divertirmos com todos os “perrengues” que o casal iniciante passa nos primeiros meses de nascimento da tão esperada criança.

Em Papai é Pop, Tom (Lázaro Ramos) vê sua vida mudar completamente ao se tornar pai. Aos poucos, junto com a esposa Elisa (Paolla Oliveira), ele vai aprendendo o significado da paternidade e se vê tomado por um amor completamente diferente depois do nascimento de suas filhas. Através de situações cotidianas, o filme apresenta uma representação fiel da relação entre pais e filhos.

O filme é bem focado na atuação de Lázaro Ramos (afinal, o título do filme fala sobre ele), entretanto Paolla Oliveira não fica para trás, ela praticamente divide o protagonismo com Ramos. Ela sabe entregar tudo em suas personagens. Presenciamos isso em suas novelas (trabalho anteriores) e até na “Dança dos famosos” no qual deu tudo isso si. Neste longa não é diferente, sua evolução ao longo dos atos é um dos grandes destaques.

O maior problema encontra-se na má distribuição dos acontecimentos ao longo dos atos. O filme parece ter um “quarto ato”. Fiquei sem entender se estava assistindo uma série ou um filme, e todo esse anexo torna a trama um pouco cansativa, pois um grande problema surge no final e eles ainda precisam de mais cenas para solucionar. Se esse trabalho fosse pensado como uma sério do “GloboPlay” talvez combinasse mais com a proposta de tempo do roteiro.

Entretanto, se você gosta de uma boa história sobre “como criar filhos” ou “como sobreviver numa família” esse filme é pra você! Pena que o Brasil não investe tanto em suas produções. Se tais trabalhos tivessem (pelo menos) uma fotografia mais voltada para a sétima arte esse trabalho poderia se discernir de uma novela, ou de um “filme para tv”. A sensação que temos é de que estamos assistindo, no máximo, um especial de “fim de ano” da TV, e o cinema é muito mais. Está na hora do nosso país valorizar mais tudo isso.

Joinhas:

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Por:

@eduardomontarroyos

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