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Projeto Gemini

Ang Lee trás a imersão prometida, com uma produção em sessenta quadros por segundo, ao contrário da maioria dos outros filmes, que são filmados em vinte e quatro quadros, junto a técnica POV (Point of View ou Ponto de Vista em tradução livre) o resultado impressiona bastante. Outra parte interessante é o trabalho com os “Smiths”, jovem e velho, o método de rejuvenescimento digital de Lee é bem aplicado.

O filme possuí tudo o que um bom longa de ação pode proporcionar de melhor: Perseguições em altos prédios, motos, explosões. Ang Lee consegue nos dar takes de tirar o fôlego no melhor estilo “Michael Bay”. Sua experiência com os efeitos visuais em “As Aventuras de Pi” são notórios nessa nova trama.

Contudo, tanta tecnologia e inovações cinematográficas não são suficientes para sustentar o raso roteiro que “Projeto Gemini” nos apresenta. Suas tentativas de reviravoltas não funcionam muito e nem o carisma de Will Smith consegue salvar a trama. O projeto em si, é algo ousado, a forma com Smith trabalha com ele mesmo, anos mais velho e mais novo é também algo que merece destaque. A imersão audiovisual é notória, o problema é quando vamos tentar imergir em seus diálogos e tramas, a história não avança e tenta resolver seus próprios problemas com a carisma de seus atores, mas isso não é o suficiente. Seus personagens poderiam ser bem mais aproveitados e aprofundados, o filme perde-se um pouco em deixar a tecnologia ser o seu protagonista.

Se vale conferir no cinema? Depende de você! Seu formato 3D+ nos dá uma imersão jamais vista, caso você se atraia por isso, é uma boa ideia. Caso seu foco seja em histórias bem esquematizadas e redondas, esse filme deixa a desejar bastante. Um excelente diretor, um dos grandes nomes de Hollywood como protagonista e efeitos inovadores não são suficientes quando o “coração” do filme está com problemas: Seu roteiro.

Joinhas:

3

Por:

@viniventura18

.0 / 5.0

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